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Parabéns, São Paulo!



(vídeo de autoria de Stela Lecocq)

Parabéns, minha querida
São Paulo,
pelos seus 457 anos!


Feliz Ano Novo!

De volta ao blog, depois de uma breve pausa. De volta às segundas, depois de um breve feriado. De volta aos textos, pois o novo ainda não foi criado. De volta ao começo, pois cada ano novo é uma nova poesia. De volta à poesia, de onde o mundo é tão mais encantador. De volta ao encanto, tão sublime quanto o silêncio. De volta ao silêncio, que diz mais que as minhas palavras. De volta às palavras, que se alternam como os sentimentos. De volta aos sentimentos, constantes como as estações. De volta às estações, que a vida é feita de fases: de volta para frente, que até os planetas retrogradam; de volta às virtudes, sem as quais os meus óculos não seriam rosas; de volta aos enganos, sem os quais não poderia refletir; de volta às reflexões, sem as quais não poderia ensinar. De volta à vida, pois ainda há muito para se aprender. De volta ao amor: ainda há muito a se compartilhar!

Bodas de Rubi

Quando as trombetas anunciarem 22 de novembro e pelas portas passarem as damas da honra e da honestidade, carregando nas próprias mãos uma boda de rubi, serei capaz de contemplar os 40 anos que os meus pais, Renato e Antonia, completam com louvores.
Ao me dar com a igreja tão enfeitada, com os trajes tão mais sóbrios e os rostos tão familiares, posso me estender da água benta ao altar num único sobrevoo, como se eu mesmo abençoasse a união dos noivos. O padre é o mesmo com quem eu me encontro semanalmente, o tapete vermelho está salpicado de rosas e a cerimônia é católica, mas num interlúdio penso no preceito budista em que os filhos escolhem de que pais vão nascer. Serei feliz na minha escolha? -pergunto aos anjos dos vitrais.
Lá fora vejo divórcios e dores entre pais e mães, que me aquietam; vejo ofensa e falsidade como se um juramento fosse um estalido rouco de sinos. Vejo histórias que terminam por nada e vejo o privilégio da história que por nada termina. A vida é feita de escolhas, digo aos anjos dos vitrais.
Na troca de alianças vejo os mesmos olhares serenos que passaram pelos contratempos sem nenhum desdouro. Posso ver o marido que ensina a esposa a dirigir e vejo o homem motorista e passageiro com a mesma compleição; posso ver a noiva se dar mais à família que com seus próprios encantos. Vejo um sorriso e depois outro, como se tem sucedido em sinal de bonança. “O amor verdadeiro – disse o escritor Victor Hugo – é como o mar: por mais violentas que sejam as tempestades à superfície, o fundo permanece calmo.”
Ouço o valor da promessa, maior à presença divina, ressoar como um cântico pelas chamas das velas que ainda cintilam. Do altar à vida lá fora andam sob o mesmo compasso, o mesmo com que minha irmã, Maria Helena, e eu nos orgulhamos de andar. De braços dados são companheiros desde a chuva de arroz e o beijo na fronte ainda exala o respeito que eu, como filho, aprendi só de olhar. E sou feliz na minha escolha, digo aos anjos dos vitrais; mais feliz não poderia ser.

ICAL

A partir de agosto, graças ao convite da minha querida Ana Maria Maruggi, passo a colaborar periodicamente com o site do ICAL - Instituto Cultural, Artístico e Literário do Brasil. Ana é paulistana, escritora, amiga das letras e autora de dezenas de belíssimas poesias publicadas em antologias nos últimos anos.
Mãe de família, profissional competente da área da construção civil e colunista de revistas do ramo, Ana ainda tem tempo para se dedicar ao ICAL, promovendo a cultura, a arte e a literatura.
No ICAL me comprometi a escrever sobre minha amada sétima arte, especificamente sobre os filmes que envolvem escritores, livros e obras literárias transpostas para a telona.
O resultado disso tudo prometo postar aqui no blog sob o item ICAL do sidebar. O endereço do site é www.ical.org.br/ e meus textos serão exibidos na página http://www.ical.org.br/colunistas.php
Como sempre, conto com a visita e a opinião de vocês!

De volta

Estive viajando nas últimas duas semanas entre a belíssima capital goiana e os deslumbrantes cenários da natureza localizados na fazenda de um primo querido, situada por sua vez numa cidadezinha de 1.500 habitantes chamada Cachoeira de Goiás, distante de Goiânia 178 km. Aí ao lado uma das represas, com a água mais cristalina que eu já vi na vida, pela qual se levantam lindíssimos buritis, ao redor de onde sobrevoam tucanos e araras. O céu esteve límpido e esplendoroso por todas os dias, todinho preto ou todinho branco em todas as noites, ao par das grutas, das trilhas, das caranhas, dos ipês e do horizonte esverdeado que se estendeu neste tempo. Para um apaixonado pela natureza, mais do que estar em seus domínios é estar conjugado nas suas raízes.

Cadê as piadas?

Tenho procurado, meio sem sucesso, por piadas de bom tom para colocar aqui para vocês. Não se assustem se eu disser que quase não as encontro, escondidas que devem estar no meio de tanto palheiro. Assim, vai um pedido encarecido: quem tiver alguma bem guardadinha pode me mandar pelo e-mail peduardos@hotmail.com que eu voltarei a postá-las.

Um pequeno destaque


A partir de hoje, 11 de junho - um dia festivo, portanto, por ser aniversário da minha mãe, Antonia - começo a escrever para um segundo semanário, chamado Jornal Semana em Destaque. Trata-se de duas realizações em uma: a primeira é que sempre tive vontade de escrever para um veículo de Indaiatuba, como se pudesse compartilhar algumas ideias com a segunda cidade do meu coração, além da minha querida São Paulo. A outra é que escrevo sobre cinema, uma das minhas maiores paixões, embora não seja um profissional da área como eu gostaria. Mas já me apresentei tal qual um atendente de locadoras de vídeo, que tem sempre alguma boa indicação para fazer. Como sempre, prometo postar meus textos por aqui para compartilhar com vocês. Espero que vocês apreciem!

Mozart


Licor de chocolate
avelã
aguardente de cereja
creme à base de manteiga de cacau
puro deleite

Primeira vez

Hoje, na edição 1.111 do jornal Folha de Valinhos, semanário distribuído aos sábados com mais de 20 anos de vida, estreio como colunista de um veículo de comunicação. Estreio com orgulho e modéstia, se vocês me permitem a antítese: com orgulho por um recente e manifesto desejo, com modéstia pela atribuição que o exercício confere. Se uma simples frase tem a força de remeter às ideias e ao pensamento - e estes à ação -, então tem o poder de modificar as coisas. Que a inspiração não me abandone, já que consciência me acompanha. Ter coisas lindas a dizer é o retrato de uma alma que tem muitas lições para aprender e poucas histórias para contar. E promete compartilhá-las como as reflexões, como as indicações de filmes, livros ou músicas, como algo digno, como algo que vale a pena. E quer contar, se possível, com a participação de vocês. O primeiro texto se chama "Estreia" e a coluna, que se chamará Contramão, pode ser lida no link Artigo ou clicando aqui.

Rerrerrecomeço

Como é a terceira vez que eu tento entrar no mundo dos blogues, vai aqui uma nota sobre os recomeços. Talvez seja contra a rotina pura e simples, contra o continuismo barato ou não goste de ter hora marcada para fazer certas coisas. Vale mais fazer assim, quando temos liberdade de escolha: venho e espalho 5 ou 6 dicas de filmes, livros ou músicas de uma vez, clipes, propagandas, notícias, contos ou histórias boas; reflexões, frases célebres, esporte, arte e cultura e uma piadinha para alegrar o dia. Publicitariamente, meu blog não terá nada diferente dos outros, exceto por uma simples virtude: eu ponho a minha alma em tudo o que eu faço.